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domingo, 13 de outubro de 2013
A Queda
Em um grande e brilhante sorriso, a Lua o chamava, enquanto ele a seguia incansável e alegremente.
Precisava de sua luz. Era isso o que o alimentava e lhe dava forças.
Não havia obstáculos que o parassem...
... até chegar a tempestade.
Negras nuvens encobriram densamente o luar. Nenhum brilho escapava. A Escuridão o envolvia cegamente. Mas isso não o impediu de lutar. Continuou sua busca às escuras.
No entanto, o Caminho, além de longo, era duro. E a Escuridão o tornava ainda mais difícil. Por diversas vezes, escorregou, mas voltou a se levantar. Só que a lua não voltava.
Então, o traiçoeiro Caminho e a negra Escuridão conspiraram e conseguiram atirá-lo de um despenhadeiro, quebrando-o por completo.
Despedaçado e imóvel, jogado de costas no chão, olhava fixa e tristemente para o céu, enquanto a Lua se desvencilhava das nuvens, afastando-se de seu campo de visão, levando consigo toda a esperança e os sonhos que lhe restavam.
domingo, 23 de outubro de 2011
O Jardim
Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,
sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;
onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;
e as paredes e as colunas são idéias que passaram.
Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado
sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.
Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,
e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.
Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,
e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.
E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade
de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.
A visão de dias idos em mim ressurge e demora,
quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.
E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são
minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.
sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;
onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;
e as paredes e as colunas são idéias que passaram.
Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado
sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.
Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,
e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.
Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,
e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.
E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade
de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.
A visão de dias idos em mim ressurge e demora,
quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.
E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são
minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.
(H.P. Lovecraft)
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