sábado, 2 de março de 2013

Moinhos de Vento

 Se acaso tu não vês,
Bem debaixo do teu nariz,
E não ouves uma flor sorrir

Se não podes falar
Sem ter que ouvir tua voz
Utilizando o coração

Amigo Sancho, escuta-me
Nem tudo aqui tem um porque
Os pés fazem um caminho

Há um mundo a descobrir
E uma vida que arrancar
Dos braços da "lista da morte"

Às vezes sinto ao despertar
Que o sonho é a realidade

Bebe, dança, sonha
Sente que o vento
Foi feito pra ti
Vive, escuta e fala
Usando para isso o coração,

Sente que a chuva
Beija teu rosto
Quando fazes amor,
Grita com a alma
Grita tão alto
Que de tua vida, tu sejas
Amigo, o único autor

Se acaso tua opinião
Cabe num sim ou não
E não sabes corrigir

Se podes definir
O ódio ou o amor,
Amigo, que desilusão

Nem tudo é branco,
Ou preto: é cinza
Tudo depende da matiz
Busca e aprende a distinguir

A lua pode esquentar
E o sol tuas noites embalar
As árvores morrerem em pé

Vi um manancial chorar
Ao ver suas águas irem para o mar

Bebe, dança, sonha
Sente que o vento
Foi feito pra ti
Vive, escuta e fala
Usando para isso o coração,

Sente que a chuva
Beija teu rosto
Quando fazes o amor,
Grita com a alma
Grita tão alto
Que de tua vida, tu sejas
Amigo, o único autor

Às vezes sinto ao despertar
Que o sonho é a realidade

Bebe, dança, sonha
Sente que o vento
Foi feito pra ti
Vive, escuta e fala
Usando para isso o coração,

Sente que a chuva
Beija teu rosto
Quando fazes amor,
Grita com a alma
Grita tão alto
Bebe, dança, sonha
Sente que o vento
Foi feito pra ti
Vive, escuta e fala
Usando para isso o coração,

Sente que a chuva
Beija teu rosto
Quando fazes amor,
Grita com a alma
Grita tão alto
Que de tua vida tu sejas
Amigo, o único autor
 
 
(Molinos de Viento - Mägo de Oz)
 
 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Psiu!


Ei!
Venha até aqui
Mas silêncio
E preste atenção
- A interjeição constrói um mundo!

sábado, 5 de novembro de 2011

O Estagiário


Fui demitido. Justa causa.
Como estagiário, aprendi milhões de coisas e fui muito bem sucedido nas minhas funções. Juro que não entendo o porquê de me demitirem…
Eu tinha várias funções que fazia com excelência, entre elas:

1. Tirar xerox. 3.1 segundos por página.
2. Passar café.
3. Comprar cigarro e pão. 1 minuto e 27 segundos. Ida e volta.
4. Fazer jogos na Mega-Sena, Dupla-Sena, Lotofácil, Loteria Esportiva…

Eu era muito bom. Mesmo. Fazia tudo certinho, até que peguei uma certa confiança com o pessoal e resolvi fazer uma brincadeirinha inocente.
É impressionante o nível de stress em um ambiente de trabalho. Quis dar uma amenizada na galera, deixar o povo feliz e fui recompensado com uma bela de uma demissão por justa causa. Puta sacanagem!

Vou contar toda minha rotina desse dia catastrófico.

Era quinta-feira, 27 de março, quando cheguei ao trabalho. Nesse dia, passei na padaria no meio do caminho. Demonstrando muita proatividade, comprei pão e 3 Marlboro. Já queria ter na mão sem nem mesmo me pedirem. Quando abri a agência (sim, me deixam com a chave porque o pessoal só começa a chegar lá pelas 11h), já vi uma montanha de folhas para eu xerocar na minha mesa. Xeroquei tudo, fiz café e deixei tudo nos trinques (minha mãe que usa essa gíria).
Como tinha saído um pouco mais cedo no outro dia, deixaram um recado na minha mesa: “pegar o resultado da mega-sena na lotérica”.
Como tinha adiantado tudo, fui buscar o resultado. No meio do caminho, tive a ideia mais genial da minha vida e, consequentemente, a mais estúpida.
Peguei o resultado do jogo: 01/12/14/16/37/45. E o que fiz? Malandro que sou, peguei uns trocados e fiz uma aposta igual a essa. Joguei nos mesmos números, porque, na minha cabeça claro, minha brilhante ideia renderia boas risadas. Levei os 2 papeizinhos (o resultado do sorteio e minha aposta) para a agência novamente.

Ainda ninguém tinha dado as caras. Como sabia onde o pessoal guardava os papeis das apostas, coloquei o jogo que fiz no meio do bolinho e deixei o papel do resultado à parte.
O pessoal foi chegando e quase ninguém deu bola pros jogos. Da minha mesa, eu ficava observando tudo, até que um cara, o Daniel, começou a conferir.
Como eu realmente queria deixar o cara feliz, coloquei a aposta que fiz naquele dia por último do bolinho, que deveria ter umas 40 apostas.
Coitado, a cada volante que ele passava, eu notava a cara de desolação dele. Foi quando ele chegou ao último papel.
Já quase dormindo em cima do papel,vi ele riscando 1, 2, 3, 4, 5, 6 números. Ele deu um pulo e conferiu de novo.
Esfregou os olhos e conferiu de novo, hahahaha. Tava ridículo, mas eu tava me divertindo.
Deu um toque no cara do lado, o Rogério, pra conferir também.
Ele olhou, conferiu e gritou:
-”PUTA QUE PARRRRRRRRIUUUUUUUUUU, TAMO RICO, PORRA”. Subiu na mesa, abaixou as calças e começou a fazer girocóptero com o pau.
Óbvio que isso gerou um burburinho em toda a agência e todo mundo veio ver o que estava acontecendo.
Uns 20 caras faziam esse esquema de apostar conjuntamente. 8 deles, logo que souberam, não hesitaram: correram para o chefe e mandaram ele tomar bem no olho do cu e enfiar todas as planilhas do Excel na buceta da arrombada da mulher dele.
No meu canto, eu ria que nem um filho da puta. Todos parabenizando os ganhadores (leia-se: falsidade reinando, quero um pouco do seu dinheiro), com uns correndo pelados pela agência e outros sendo levados pela ambulância para o hospital devido às fortes dores no coração que sentiram com a notícia.
Como eu não conseguia parar de rir, uma vaquinha veio perguntar do que eu ria tanto.
Eu disse:
-”puta merda, esse jogo que ele conferiu eu fiz hoje de manhã.
A vaca me fuzilou com os olhos e gritou que nem uma putalouca:
-”PAREEEEEEEEEEM TUDO, ESSE JOGO FOI UMA MENTIRA. UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO DO ESTAGIÁÁÁÁÁÁÁRIO”
Todos realmente pararam olhando pra ela. Alguns com cara de “quê?” e outros com cara de “ela tá brincando”.
O cara que tava no bilhete na mão, cujo nome desconheço, olhou o papel e viu que a data do jogo era de 27/03.
O silêncio tava absurdo e só eu continuava rindo. Ele só disse bem baixo:
- É…é de hoje.
Nesse momento, parei de rir, porque as expressões de felicidade mudaram para expressões de ‘vou te matar’.
Corri… corri tanto que nem quando eu estive com a maior caganeira do mundo eu consegui chegar tão rápido ao banheiro.
Me tranquei por lá ao som de “estagiário filho da puta”, “vou te matar” e “vou comer teu cu aqui mesmo”. Essa última foi do peladão !
Eu realmente tinha conseguido o feito de deixar aquelas pessoas com corações vazios, cheios de nada, se sentirem feliz uma vez na vida.

Deveriam me dar uma medalha por eu conseguir aquele feito inédito.
Mas não… só tentaram me linchar e colocaram um carimbo gigante na minha carteira de trabalho de demissão por justa causa. Belos companheiros!
Pelo menos levei mais 8 neguinho comigo ! Quem manda serem mal educados com o chefe. Eu não tive culpa alguma na demissão deles.
Pena que agora eles me juraram de morte…agora tô rindo de nervoso.
Falei aqui em casa que fui demitido por corte de verba (consegui justificar dizendo que mandaram mais 8 embora) e que as ligações que tenho recebido são meus amigos da faculdade passando trote.

É, amigos, descobri com isso que não se pode brincar em serviço mesmo…


(infelizmente não sei quem escreveu essa...)

domingo, 23 de outubro de 2011

O Jardim


Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,
sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;
onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;
e as paredes e as colunas são idéias que passaram.

Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado

sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.
Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,
e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.

Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,

e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.
E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade
de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.

A visão de dias idos em mim ressurge e demora,

quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.
E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são
minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.


(H.P. Lovecraft)

domingo, 11 de setembro de 2011

Rinite

Era como se lhe enfiassem, vagarosa e facilmente, uma faca de largo fio no rosto, poucos centímetros abaixo do olho esquerdo, atravessando-lhe a bochecha, a gengiva, os dentes e as cartilagens, até atingir-lhe a parte posterior-inferior do cérebro e então a levantassem torcendo, em direção a parte superior do mesmo.
Um líquido grosso e pegajoso, como sangue, decia-lhe pela garganta. Mas não era. E nem a faca existia...

sábado, 10 de setembro de 2011

She Walks in Beauty


She walks in Beauty like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellowed to that tender light
Which Heaven to gaudy day denies.

One shade the more, one ray the less,
Had half impaired the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express,
How pure, how dear their dwelling-place.

And on that cheek, and o'er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!

(Lord Byron)




Ela caminha em beleza como a noite
De clima sem nuvens e céu estrelado;
E todo a perfeição da escuridão e da luz encontra-se
Em seu semblante e seus olhos
Dessa forma enternecida até esta luz suave
Que o céus ao dia fúlgido negam.

Uma sombra a mais, um raio a menos
Teria parcialmente danificado a indescritível beleza
Que ondula em cada negra trança de seu cabelo
E ternamente brilha em seu rosto;
Onde os pensamentos serenamente expressam
Quão puro, quão querido é o lugar que habitam.

E nessa face, e sobre essa fronte
Tão gentil, tão suave contudo eloqüente,
Jazem o sorriso que conquista, as cores que dardejam
Mas que falam de dias em benevolência passados
Uma mente em paz com tudo
Um coração cujo amor é inocente.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sintaxe à Vontade

Sem horas e sem dores,
Respeitável público pagão,
Bem-vindos ao teatro magico.

A partir de sempre
Toda cura pertence a nós.
Toda resposta e dúvida.
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado,
Nem tampouco a frase, nem a crase, nem a vírgula e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas,
E estar entre vírgulas pode ser aposto,
E eu aposto o oposto: que vou cativar a todos
Sendo apenas um sujeito simples.
Um sujeito e sua oração,
Sua pressa, e sua verdade, sua fé,
Que a regência da paz sirva a todos nós.
Cegos ou não,
Que enxerguemos o fato
De termos acessórios para nossa oração.
Separados ou adjuntos, nominais ou não,
Façamos parte do contexto da crônica
E de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contra-capa,
Pois ser a capa e ser contra a capa
É a beleza da contradição.
É negar a si mesmo.
E negar a si mesmo é muitas vezes
Encontrar-se com Deus.
Com o teu Deus.

Sem horas e sem dores,
Que nesse momento que cada um se encontra aqui e agora,
Um possa se encontrar no outro,
E o outro no um...
Até por que, tem horas que a gente se pergunta:
Por que é que não se junta
Tudo numa coisa só?



(O Teatro Mágico)

 

domingo, 7 de agosto de 2011

Rosa Negra Imortal

Em nome do desespero
Chamo o teu nome
Uma lamentação que suspiro
Repetidamente

Eclipse espiritual
Os portões se fecharam para a minha procura
À noite...
Um véu de estrelas, olhando
Minha sombra nasce da luz
A luz do olhar, na escuridão

Sobre águas turbulentas as memórias pairam
Infinitamente, procurando por dias e noites
A luz da lua acaricia uma colina solitária
Com a calma de um sussurro

Visto uma alma nua
Um semblante pálido na água fluente
Está frio aqui
A geada marcou meu casaco com o pó

Os olhos que se fixam no teu mudo retrato
Nós falávamos apenas por pensamentos
Juntos nós contemplamos, e esperamos
As horas trouxeram a sede e o sol nascente

Os pássaros abandonam seus descansos
As sombras douram as arcadas

Não vire o rosto em minha direção
Confrontando-me com a minha solidão
Você está numa floresta desconhecida
O pomar secreto
E a tua voz é vasta e acromática
Mas ainda tão preciosa

A canção de ninar da lua crescente te levou
Hipnotizado, seu semblante caleidoscópico
Presentou-te com um olhar vazio
Outra alma dentro do rebanho divino

Eu o guardei,
O símbolo do amaranto
Escondido dentro do templo dourado,
Até que nos regozijemos nos campos
Do fim
Quando nós dois andarmos pelas sombras
Ele queimará e desaparecerá
Rosa Negra Imortal

Está escurecendo novamente
O anoitecer se move por entre os campos
As árvores noturnas lamentam, como se soubessem que
À noite, eu sempre sonho contigo...

(Black Rose Immortal - Opeth)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma Crônica Crônica

Certa vez, caminhando pela cidade, sob um sol dos diabos, deparei-me com uma cena, no mínimo, constrangedora: um pedreiro gritava para o seu servente, que misturava a massa, em uma construção:
- Ô, fia  da puta, anda logo aí, carai! Fica encebano, aí, e atrasano a obra toda, cacete! - E o servente resmungava alguma coisa inaudível, conforme recebia a bronca de seu superior.
Cheguei aonde o resmungão se encontrava. E reconheci-o: era um antigo amigo, que há muito não via, com o qual estudei no ensino médio.
Por ele estar trabalhando e, também, por tê-lo visto receber aquela bronca, queria passar despercebidamente, para que ele não se sentisse constrangido. Mas, não se importando nem um pouco com a situação vexatória à qual foi exposto, e nem com a possibilidade de uma outra, ao me ver, foi logo falando:
- Porra, Luís! Nem reconhece mais os amigos?
- Eita, Lucas! Você por aqui? - e fui logo mentindo -  Nem o tinha visto! Há quanto tempo, rapaz?! Tudo certo com você?
- Pois é, Luís... Tô bem, sim... e na labuta! - referindo-se, ironicamente, ao trabalho, enquanto ria.
Parou de mexer a massa, se apoiou na enxada - E você, como tá, velho?
- Bem, também... - e, meio "assim" de estar falando com ele em horário de serviço - Velho, deixa eu ir, que devo estar te atrapalhando no serviço. Depois a gente conversa...
- Que nada, Luís. De boa... - disse ele, sossegadamente - Pode ficar tranquilo que o trabalho, aqui, é "sussa"... - e, dando continuação ao papo - Tá sumido, cara! Que que tem feito?
Constrangido por continuar a conversa e atrapalhar o trabalho dele, mas sem opções de fuga, dei uma resposta bem resumida, para que a conversa nao se prolongasse: - Então... Me mudei; estou cursando a faculdade, aqui; e estou trabalhando...
- Hummmm... Os caras me disseram que você tinha mudado... - e, sem se importar com a situação em que estava e se contrapondo à minha vontade de um diálogo breve, perguntou - E tá morando onde?
"Caralho, fodeu!", pensava eu "Quer ver o cara ser demitido na minha frente e por minha culpa? Ou então eu tomar um fumo do patrão dele, por estar aqui, conversando com ele...".
Mal respondi e ele já mandou outra: - E tá fazendo faculdade do que?
- Letras...
- O QUÊ? LETRAS? VAI VIRAR PROFESSOR, ENTÃO?! HUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAU... - e desandou a gargalhar escandalosamente, deixando-me extremamente constrangido. Dei um leve riso, curto e amarelo, de tão sem graça que estava e ele continuou com a pilhéria - MEU DEUS, LUÍS! VAI PAGAR TODOS OS SEUS PECADOS COMO ALUNO, AGORA! SE FODEU DE JEITO...
A terra parou. Antes de começar o curso, eu nunca havia parado para analisar essas coisas: quantos e quantos professores eu não infernizei, gritando palavrões, tirando sarro de suas caras, fazendo guerras de papéis, giz e apagadores e tantas outras coisas mais, que fiz, até quase ser expulso? (Ainda bem que minhas notas eram boas...) Mas aquelas palavras me fizeram pensar, enquanto meu amigo ainda se escarnecia de mim, "meu amigo... dessa vez você REALMENTE se fodeu..."
Nem me lembro como me desvencilhei da conversa - será que o deixei rindo sozinho? Talvez ele ainda esteja rindo de mim, lá, sem perceber que fui embora...
E, no fim disso tudo, só me pergunto uma coisa: desde quando ser professor se tornou um Karma tão ridicularizado, assim?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jeitiminero

Sapassado, era sessetembro, taveu na cuzinha tomando uma pincumel e cuzinhanum kidicarne cum mastumate pra fazê umacarronada cum galinhassada. Quascaí de susto, quando ouvi um barui de dendoforno, pareceno um tidiguerra.
A receita mandopô midipipoca dentro da galinha prassá. O forno isquentô, u mistorô e o fiofó da galinha ispludiu!!
Nossinhora! Fiquei branco quinein um lidileite. Foi um trem doidimais!!
Quascaí dendapia! Fiquei sensabê doncovim, proncovô, oncotô.
Óiprocevê quelucura!!!
Grazadeus ninguém simaxucô!

Humbração procêis!!